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Nesta sexta-feira (23), a Anprotec e o Sebrae lançam o programa Nexos, no Inovabra, em São Paulo – SP, com o objetivo de apoiar pequenos negócios inovadores, especialmente startups, para o desenvolvimento de soluções tecnológicas que atendam demandas de médias e grandes empresas. O programa contemplará pequenos negócios inovadores (startups e empresas de base tecnológica), em Mid ou Growth Stage, e grandes e médias empresas. Além destes atores, estarão presentes também os ambientes de inovação (aceleradoras e incubadoras), que serão mobilizados pela Anprotec para oferecer infraestrutura operacional e apoio técnicojurídico ao projeto e aos pequenos negócios.

O projeto nasceu a partir do levantamento de algumas dificuldades das empresas para inovar, entre elas, a ausência de diretrizes de inovação aberta nas grandes empresas, alto custo de programas de aproximação e aceleração, incertezas sobre utilização de recursos de fomento e instrumentos fiscais de apoio à inovação, baixo conhecimento jurídico sobre processos contratuais com grandes empresas, e alto custo para startups produzirem um projeto básico.

“O Nexos faz parte da estratégia do Sebrae de fomentar o desenvolvimento tecnológico cooperado entre grandes e médias empresas e startups. Buscamos trazer para o Programa todo o conhecimento e expertise que acumulamos durante os últimos anos na agenda de inovação aberta para oferecer ao mercado uma iniciativa robusta e diferenciada”, explicou Célio Cabral, Gerente Nacional de Inovação do Sebrae.

Para o gerente do Programa na Anprotec, Antônio Marcon, o trabalho realizado para a construção do programa se dá a partir do entendimento de que o mercado de corporate venture está em franca expansão, mas que ainda é necessário aperfeiçoar os mecanismos de diálogo e colaboração entre as corporações e as startups.

“O ecossistema brasileiro de inovação está amadurecendo rápido e exige a implementação de novos instrumentos capazes de ampliar a oferta de capital semente e o apoio ao empreendedor para cruzar o vale da morte. Os mecanismos de apoio fiscal já existem em lei, como a Lei de Informática e a Lei do Bem, complementados pelos mecanismos da área de energia e petróleo, são excelentes catalizadores, capazes de acelerar a conversão de impostos em inovações para o país, com benefícios diretos para as grandes médias empresas, os empreendedores e a sociedade”, ressaltou Marcon.

Como funciona

A estrutura do programa é dividida em cinco fases. A primeira – Prospecção e Articulação com Grandes e Médias Empresas – definirá objetivos e diretrizes do projeto de inovação aberta, demandas tecnológicas e requisitos técnicos; preparará a empresa âncora para acessar recursos de instrumentos fiscais e fará o lançamento do Desafio de Inovação para o mercado. Neste primeiro momento, as empresas também realizarão o aporte financeiro por meio de instrumentos fiscais de apoio à inovação, como Lei de Informática, Lei do Bem, P&D ANEEL, e PD ANP).

Na segunda fase – Seleção e Matchmaking – será realizada a divulgação do Desafio de Inovação, assim como a seleção dos pequenos negócios inovadores, a preparação prématch, e a realização do evento de Matchmaking e Networking.

Em seguida, acontece a Preparação dos Pequenos Negócios, fase com capacitação (gestão de negócios e inovação), mentoria, coaching (inteligência de mercado) e Demoday para seleção de pequenos negócios. Na penúltima fase – Desenvolvimento e Aprimoramento Tecnológico – acontece a elaboração do projeto tecnológico, a captação de recursos para P&D e prototipagem, e o acesso a serviços tecnológicos e jurídicos e a laboratórios de experimentação e codesenvolvimento pelas startups. Na última fase – Follow-up – acontece o acompanhamento e o monitoramento da conexão; o workshop de resultados e a disseminação dos casos de sucesso. O lançamento oficial acontece no dia 23 de novembro, às 15h no Inovabra Habitat, em São Paulo.

 

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